Posted by: Armando Netto | Sexta-Feira, Fevereiro 15, 2008

Eu Te Amo (será?)

Antigamente “Eu te amo” era uma coisa um pouco mais difícil de se ouvir. (Eu acho que era, pois não vivi no “antigamente”). Mesmo que não fosse, não acredito que seja como hoje em dia onde o uso do “Eu te amo” está se tornando uma coisa tão banal que até o significado mudou de amar para gostar ou alguma coisa mais baixa.

Coração photoshopado

Pode parecer baboseira sentimental ou alguma coisa do tipo, mas isso é só uma das coisas que comprovam que a nova geração não gosta e não quer nenhum compromisso, e que os relacionamentos estão ficando cada dia mais rápidos, fúteis e menos “duráveis”.

Uma pessoa te conhece hoje, amanhã já fala que gosta de você e que quer “ficar” com você, depois de umas três “ficadas” vocês entram em um “rolo”. No meio disso tudo os dois já falram um “eu te amo mais que tudo nesse mundo e quero ficar com você para sempre” e depois que já exibiram suas fotinhas juntos no orkut, madaram 200 depoimentos um para o outro e todos os amigos já sabem do “relacionamento” eles não tem mais nada para fazer e terminam, choram por um dia e caem na balada no outro e começa tudo outra vez.

Também tem o “Eu te amo” exagerado entre amigas que se conheceram há duas semanas atrás e já são “As melhores amigas do mundo” que vai virar “a maior cobra” porque contou uma coisa “pessoal” dela para outra pessoa. É claro que na outra semana estarão “super amigas” outra vez e farão questão de tirarem milhares de fotos juntas e mandarem milhoes de recadinhos e depoimentos escritos “Eu te amo, voce vai ser minha melhor amiga para sempre”.

Muitos vão falar que os homens estão fora disso, que eles não ficam falando “Eu te amo” para todo mundo e que o homem que faz isso é teteco. Os homens não são tão exagerados como as como as mulheres, mas falam a frase nem que seja só para conquistar a mulher e para ela cair na dele.
Exageros a parte não custa tomar cuidado para que por pura convivência com as pessoas que falam isso o tempo todo, o Eu te Amo não vire uma coisa xoxa e idemica.”

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